Todo coração de mulher é um poço calado
cemitério de amores enterrados
verdadeira cova profunda
ninguém ousa abrir
há sepultados vivos
há feridas abertas
punhais encravados
há sonhos acordados
Todo coração de mulher é um poço calado
um oceano de água pra navegar
brisa mansa...
tempestade pra enfrentar
brilho de estrela
calor de sol
mistérios da lua
o segredo e o desejo
eternamente a se torturar
todo coração de mulher é um poço calado
de águas escuras
com tesouros infinitos
sentimentos perdidos
momentos idos
tempestade... calmaria...
solidão e luar...
Páginas
sexta-feira, setembro 12, 2008
quarta-feira, setembro 10, 2008
Sem caminhos
Hoje eu quero dirigir o seu carro
e quero ir pra onde você quiser ir
não quero pegar curvas
vamos direto nessa rodovia
e deixe que a distância nos leve
Hoje eu acordei sem saber
se quero ficar ou se quero ir
hoje quero dirigir seu carro
e deixar que a estrada nos leve
hoje eu preciso ficar longe
e estou te levando
porque a solidão é uma arma indesejada
nesses momentos de liberdade
hoje quero dirigir seu carro
porque o meu já conhece todos os meus caminhos
não posso ir sozinha
o que será de mim
se eu me perder nesta noite fria?
e quero ir pra onde você quiser ir
não quero pegar curvas
vamos direto nessa rodovia
e deixe que a distância nos leve
Hoje eu acordei sem saber
se quero ficar ou se quero ir
hoje quero dirigir seu carro
e deixar que a estrada nos leve
hoje eu preciso ficar longe
e estou te levando
porque a solidão é uma arma indesejada
nesses momentos de liberdade
hoje quero dirigir seu carro
porque o meu já conhece todos os meus caminhos
não posso ir sozinha
o que será de mim
se eu me perder nesta noite fria?
o que será de mim
sem o gosto do seu beijo?
domingo, agosto 17, 2008
Ineficaz
Ineficaz
o calor frio
de braços imóveis
que fingem uma quentura
que de tão fria
não esquenta ninguém
Ineficaz
as batidas de um peito
que dentro
não mora alguém
como um cemitério sem cadáver
na penumbra das horas
que algum dia hão de passar
talvez... de forma ineficaz...
o calor frio
de braços imóveis
que fingem uma quentura
que de tão fria
não esquenta ninguém
Ineficaz
as batidas de um peito
que dentro
não mora alguém
como um cemitério sem cadáver
na penumbra das horas
que algum dia hão de passar
talvez... de forma ineficaz...
Complexo
Meu bem
Meu mal
Meu céu
Meu mel
Meu fel
Meu véu
Meu oceano
Meu mar tenebroso
Meu álibi
Minha culpa
Meu norte
Minha sorte
Meu caminho pra morte?
Meu canto
Meu conto de fadas
Minha raiz
Meu pesadelo
Meu escuro
Meu sol
Meu templo
Meu relento
Meu céu estrelado
Minha folha
Minha calma
Meu desespero
Minha lágrima
Meu sorriso
Meu abrigo
Minha pintura de gesso
Meu chão
Meu segredo
Meu desejo
Meu espelho
Meu frio
Meu calor
Meu raio
Meu sopro
Minha cela
Minha janela
Minha corrente
Minhas asas
Minha chave
Meu porto de pedras
Minha paisagem
A maior tatuagem
Da alma minha
Meu mal
Meu céu
Meu mel
Meu fel
Meu véu
Meu oceano
Meu mar tenebroso
Meu álibi
Minha culpa
Meu norte
Minha sorte
Meu caminho pra morte?
Meu canto
Meu conto de fadas
Minha raiz
Meu pesadelo
Meu escuro
Meu sol
Meu templo
Meu relento
Meu céu estrelado
Minha folha
Minha calma
Meu desespero
Minha lágrima
Meu sorriso
Meu abrigo
Minha pintura de gesso
Meu chão
Meu segredo
Meu desejo
Meu espelho
Meu frio
Meu calor
Meu raio
Meu sopro
Minha cela
Minha janela
Minha corrente
Minhas asas
Minha chave
Meu porto de pedras
Minha paisagem
A maior tatuagem
Da alma minha
Submersos
Raios da lua
Tu vês como as águas correm?
Em mar aberto...
Oceano profundo...
Tudo corre escondido,
Os sorrisos nadam submersos
As lágrimas nadam em correntes profundas
Os peixes conhecem os sentidos
A lua compartilha os segredos
...segredos jamais descobertos
A paixão inunda as praias
Razão de não haver abismos? ... ninguém sabe
Noite afora
Silêncio profundo
Beleza a amostra
O que há de errado no mistério?
As almas são caladas
Falam com palavras mudas
E dizem muito com o silêncio
Apenas os raios da lua podem compreender.
Tu vês como as águas correm?
Em mar aberto...
Oceano profundo...
Tudo corre escondido,
Os sorrisos nadam submersos
As lágrimas nadam em correntes profundas
Os peixes conhecem os sentidos
A lua compartilha os segredos
...segredos jamais descobertos
A paixão inunda as praias
Razão de não haver abismos? ... ninguém sabe
Noite afora
Silêncio profundo
Beleza a amostra
O que há de errado no mistério?
As almas são caladas
Falam com palavras mudas
E dizem muito com o silêncio
Apenas os raios da lua podem compreender.
Noite fria
A brisa da noite fria
Toca meu rosto mais frio ainda...
Eu abro as mãos num gesto repentino
Tento apanhar uma folha caindo
Mas ela prefere tocar o chão!
Cai chuva de mel
No meu rosto
O que me faz esperar um beijo
E o meu que pesa mais sobre meu desejo
Eu tento olhar
Para todas as direções
...mas nada vejo
Eu rezo que amanheça
Num piscar de olhos
A noite me causa medo
E eu posso me afogar
Nesse mar de tantos segredos!
Toca meu rosto mais frio ainda...
Eu abro as mãos num gesto repentino
Tento apanhar uma folha caindo
Mas ela prefere tocar o chão!
Cai chuva de mel
No meu rosto
O que me faz esperar um beijo
E o meu que pesa mais sobre meu desejo
Eu tento olhar
Para todas as direções
...mas nada vejo
Eu rezo que amanheça
Num piscar de olhos
A noite me causa medo
E eu posso me afogar
Nesse mar de tantos segredos!
O rio
Pobre rio que corre sozinho
... a água tranquila
Faz amor com os peixes,
Os peixes nela procriam,
Talvez a deixando feliz
Mas será que a água pediu essa vida?
Talvez a água chore...
Mas quem iria perceber?
A água tem tanta água
Que nunca alguém pode saber.
... a água tranquila
Faz amor com os peixes,
Os peixes nela procriam,
Talvez a deixando feliz
Mas será que a água pediu essa vida?
Talvez a água chore...
Mas quem iria perceber?
A água tem tanta água
Que nunca alguém pode saber.
Mais uma vez o tempo...
O tempo torna tudo tão passageiro
Faz um segundo de um riso
Ser esquecido e se tornar em lágrima
Torna um grande amor
Uma grande dor.
Um grande segredo
Em um longo e inesquecível beijo
... torna a lua escurecida
E o sol iluminado
O tempo é o grande vilão
E o principal mocinho
De todas as novelas românticas
O próprio tempo
Torna todas as vidas um romance
Pena a vida ter que acabar pra gente
Poder descobrir o fim!
Faz um segundo de um riso
Ser esquecido e se tornar em lágrima
Torna um grande amor
Uma grande dor.
Um grande segredo
Em um longo e inesquecível beijo
... torna a lua escurecida
E o sol iluminado
O tempo é o grande vilão
E o principal mocinho
De todas as novelas românticas
O próprio tempo
Torna todas as vidas um romance
Pena a vida ter que acabar pra gente
Poder descobrir o fim!
Beijos
Depois do primeiro beijo
O que vem?
Vem beijo vem
Depois do segundo beijo
O que vem?
Vem beijo vem
Depois do terceiro beijo
O que vem?
Vem beijo vem...
Depois do quarto beijo
O que vem?
Vem beijo vem
Mas o que acontece no ultimo beijo?
tristeza vem...
O que vem?
Vem beijo vem
Depois do segundo beijo
O que vem?
Vem beijo vem
Depois do terceiro beijo
O que vem?
Vem beijo vem...
Depois do quarto beijo
O que vem?
Vem beijo vem
Mas o que acontece no ultimo beijo?
tristeza vem...
Do amor que se acaba
A hora da partida
Foi muito próxima a hora da chegada
E o amparo cálido da madrugada
Observou o próprio tempo.
O homem marcou o dado
Do jogo que ninguém quer jogar
E é positiva a chegada
E negativa a partida
Triste, foi embora
Feliz, um dia trouxe a vida
Qual foi a flor que desabrochou?
De quem foi o mel que se gastou?
A semelhança não dói
Tanto quanto a diferença.
E de onde surgem as regras?
Quem as criou?
O chão frio se alimenta de algum calor
A ponte de estrelas se apagou
Já não há mais veneno
Já não há mais amor...
Foi muito próxima a hora da chegada
E o amparo cálido da madrugada
Observou o próprio tempo.
O homem marcou o dado
Do jogo que ninguém quer jogar
E é positiva a chegada
E negativa a partida
Triste, foi embora
Feliz, um dia trouxe a vida
Qual foi a flor que desabrochou?
De quem foi o mel que se gastou?
A semelhança não dói
Tanto quanto a diferença.
E de onde surgem as regras?
Quem as criou?
O chão frio se alimenta de algum calor
A ponte de estrelas se apagou
Já não há mais veneno
Já não há mais amor...
Pedaço de inverno
A alvorada surge
Num tom prateado
O orvalho fino
Quem diria... transborda!
Os sapos pulam
Duma vitória - regea para a outra
E o mato verde
Parece ainda mais verde
A melodia que se ouve agora
São folhas sacudindo
E o som imponente dos ventos
Frios pingos d’água
Cobrem de frio a Yara
E assim navegam tranquilos os marinheiros
Num tom prateado
O orvalho fino
Quem diria... transborda!
Os sapos pulam
Duma vitória - regea para a outra
E o mato verde
Parece ainda mais verde
A melodia que se ouve agora
São folhas sacudindo
E o som imponente dos ventos
Frios pingos d’água
Cobrem de frio a Yara
E assim navegam tranquilos os marinheiros
Minha janela
Da janela da minha cabana
Bem no fundo do quintal
Vi passar o inverno
Vi chegar o natal...
Da janela da minha cabana
Vi uma estrela cadente
E fiz três pedidos:
_Deus, peço que ele fique comigo!
_Deus, quero que ele fique comigo!
_Deus, deixe que ele fique comigo!
Da janela da minha cabana
Vi o outono chegar
Vi um pássaro cantar
Vi uma estrelinha chorar
E aparei uma de suas lágrimas...
Da janela da minha cabana
Vi o tempo passar
Ouvi o velho sino badalar
Vi uma rosa desabrochar
Vi quando ele passou
E eu não pude acompanhar..
Por isso derrubei minha cabana...
Para não ter mais nenhuma janela
Para não saber mais nada
Para não acreditar em estrelas cadentes
Para não perder mais nada
Para não ter que esquecer mais ninguém...
Bem no fundo do quintal
Vi passar o inverno
Vi chegar o natal...
Da janela da minha cabana
Vi uma estrela cadente
E fiz três pedidos:
_Deus, peço que ele fique comigo!
_Deus, quero que ele fique comigo!
_Deus, deixe que ele fique comigo!
Da janela da minha cabana
Vi o outono chegar
Vi um pássaro cantar
Vi uma estrelinha chorar
E aparei uma de suas lágrimas...
Da janela da minha cabana
Vi o tempo passar
Ouvi o velho sino badalar
Vi uma rosa desabrochar
Vi quando ele passou
E eu não pude acompanhar..
Por isso derrubei minha cabana...
Para não ter mais nenhuma janela
Para não saber mais nada
Para não acreditar em estrelas cadentes
Para não perder mais nada
Para não ter que esquecer mais ninguém...
terça-feira, outubro 09, 2007
UM SEGREDO: AMAZONAS
Amazonas...
talvez eu também tenha sido
uma Amazona algum dia
guerreira sonhando te descobrir
tenha sonhado entrar mata adentro
e buscar o meu tesouro...
talvez eu tenha sonhado com cada rua tua
com o som frenético
do coração do teu centro
talvez até tenha desejado caminhar pela Getúlio Vargas
e teria sido encatador
encontrar em ti
o que um dia acreditei ter sido meu
Mas dei as costas para minha esperaça
e deixei que tu continuasses sendo
apenas um ponto no mapa dos meus sonhos
deixei que morresse em mim
as frases que tanto sonhei devolver:
nada é para sempre...
nada é por acaso...
Mas então por que eu quis estar em ti?
Amazonas... Manaus...
eu sei que tem alguém nesses teus braços verdes...
e sei também que tu o escondes de mim!
talvez eu também tenha sido
uma Amazona algum dia
guerreira sonhando te descobrir
tenha sonhado entrar mata adentro
e buscar o meu tesouro...
talvez eu tenha sonhado com cada rua tua
com o som frenético
do coração do teu centro
talvez até tenha desejado caminhar pela Getúlio Vargas
e teria sido encatador
encontrar em ti
o que um dia acreditei ter sido meu
Mas dei as costas para minha esperaça
e deixei que tu continuasses sendo
apenas um ponto no mapa dos meus sonhos
deixei que morresse em mim
as frases que tanto sonhei devolver:
nada é para sempre...
nada é por acaso...
Mas então por que eu quis estar em ti?
Amazonas... Manaus...
eu sei que tem alguém nesses teus braços verdes...
e sei também que tu o escondes de mim!
sexta-feira, setembro 28, 2007
incompleto
Olhar vazio
pensamentos soltos
sorriso morto...
peito aberto
lágrima cristalina
escorrendo rosto à baixo
noite sem estrelas
mar sem sereia
vestígios apenas...
silêncio
solidão
desilusão nunca!
...apenas saudade
Um Ver-o-peso
sem peso
e uma estação sem docas
um Mangal
sem garças
e sem graça!
Um auditório quase vazio
sem palestrante...
apenas uma plateia
com o pensamento distante...
no mesmo lugar
que o amor me espera...
além dos meus horizontes...
talvez haja esperança
de ser completa de novo...
[um dia...
pensamentos soltos
sorriso morto...
peito aberto
lágrima cristalina
escorrendo rosto à baixo
noite sem estrelas
mar sem sereia
vestígios apenas...
silêncio
solidão
desilusão nunca!
...apenas saudade
Um Ver-o-peso
sem peso
e uma estação sem docas
um Mangal
sem garças
e sem graça!
Um auditório quase vazio
sem palestrante...
apenas uma plateia
com o pensamento distante...
no mesmo lugar
que o amor me espera...
além dos meus horizontes...
talvez haja esperança
de ser completa de novo...
[um dia...
sexta-feira, agosto 31, 2007
Desencontros
Duas folhas nasceram na mesma árvore
as mesmas folhas foram levadas pelo vento
[separação terrível]
duas pedras no fundo do mesmo lago
uma delas foi retirada pelo garimpeiro
[duas lágrimas de pedra]
duas flores cresceram no mesmo galho
e apenas uma foi colhida...
[as duas ficaram sem perfume]
duas...
agora talvez uma
ou separadas
são nenhuma...
Duas almas que nasceram pra ser só uma
se assistem ir embora...
E logo ali
um anjo observa
com lágrimas rolando...
um adeus que foi criado pelo tempo
... que não foi traçado...
as mesmas folhas foram levadas pelo vento
[separação terrível]
duas pedras no fundo do mesmo lago
uma delas foi retirada pelo garimpeiro
[duas lágrimas de pedra]
duas flores cresceram no mesmo galho
e apenas uma foi colhida...
[as duas ficaram sem perfume]
duas...
agora talvez uma
ou separadas
são nenhuma...
Duas almas que nasceram pra ser só uma
se assistem ir embora...
E logo ali
um anjo observa
com lágrimas rolando...
um adeus que foi criado pelo tempo
... que não foi traçado...
segunda-feira, agosto 20, 2007
Estrelas
uma imagem
quase nada
quase tudo que eu quis...
um beijo...
e um desejo
que se foi...
se perdeu de mim
na cidade fria
de sentimentos urbanos
eu não tenho tempo
para despedidas
e ninguém tem tempo
para me apresentar de novo
o brilho das estrelas
que sempre brilham no céu...
e não há como saber se quando eu olhar...
tu também estarás olhando
mas eu olharei...
na esperança eterna
de um dia
quem sabe...
vê-las nos teus olhos brilhando de novo...
quase nada
quase tudo que eu quis...
um beijo...
e um desejo
que se foi...
se perdeu de mim
na cidade fria
de sentimentos urbanos
eu não tenho tempo
para despedidas
e ninguém tem tempo
para me apresentar de novo
o brilho das estrelas
que sempre brilham no céu...
e não há como saber se quando eu olhar...
tu também estarás olhando
mas eu olharei...
na esperança eterna
de um dia
quem sabe...
vê-las nos teus olhos brilhando de novo...
sábado, agosto 04, 2007
Porto, Cela... coração!
Num porto sombrio
de algum tempo perdido
está esquecido o que eu um dia quis
numa cela
estão todos os sorrisos
que eu tive que não sorrir
mas dentro do coração
inflamam-se mais feridas
que o tempo não cura...
e uma paixão
insiste em não morrer
dentro do meu peito...
de algum tempo perdido
está esquecido o que eu um dia quis
numa cela
estão todos os sorrisos
que eu tive que não sorrir
mas dentro do coração
inflamam-se mais feridas
que o tempo não cura...
e uma paixão
insiste em não morrer
dentro do meu peito...
Gota d'água
Olho pela janela
vejo cores... sem cores
eu ando sem rumo
sem ver...
eu tento procurar um lago
pra lavar a alma
eu jogo tudo
num baú de desilusões
e ilusões...
tento sufocá-las!
eu tranco aporta
não deixo nada aberto...
eu paro no tempo
e olho de novo para janela
cadê? cadê?
o que eu tanto procurei...
já não existe mais
e fica aquela angustia cruel
que cai gota a gota no meu coração
fui eu a culpada!
e agora surge como uma gota d'agua...
a imagem do teu sorriso
chamando minha atenção...
eu ando sem rumo
sem ver...
eu tento procurar um lago
pra lavar a alma
eu jogo tudo
num baú de desilusões
e ilusões...
tento sufocá-las!
eu tranco aporta
não deixo nada aberto...
eu paro no tempo
e olho de novo para janela
cadê? cadê?
o que eu tanto procurei...
já não existe mais
e fica aquela angustia cruel
que cai gota a gota no meu coração
fui eu a culpada!
e agora surge como uma gota d'agua...
a imagem do teu sorriso
chamando minha atenção...
sexta-feira, agosto 03, 2007
Tempos

Tempo
jogo de sorte
momento talvez...
Tempo
brasa viva
ferida aberta
Tempo
cinzas esquecidas
plantas que ainda nascerão
Tempo
esse tédio
essa partida
Tempo
Cristalina lágrima
a rolar por entre os beços
Tempo
esse movimento
esse brilhoso firmamento
Tempo...
bem querer
e sem querer
Tempo
uma raiz
uma semente sem nascer
Tempo
Essa angustia
de querer e não querer viver
Tempo
Tempo
Tempo...
Um dia talvez eu pare pra te ver...
jogo de sorte
momento talvez...
Tempo
brasa viva
ferida aberta
Tempo
cinzas esquecidas
plantas que ainda nascerão
Tempo
esse tédio
essa partida
Tempo
Cristalina lágrima
a rolar por entre os beços
Tempo
esse movimento
esse brilhoso firmamento
Tempo...
bem querer
e sem querer
Tempo
uma raiz
uma semente sem nascer
Tempo
Essa angustia
de querer e não querer viver
Tempo
Tempo
Tempo...
Um dia talvez eu pare pra te ver...
terça-feira, março 27, 2007
Tributo a um cavaleiro

Passavas errante
Pelo meu caminho
Num dia de sol
Num dia sem lua...
Perguntei: quem és?
Olhei nos teus olhos
E não houve resposta
Houve apenas tímido sorriso
Pus-me a seguir teus passos
Me arrastando...
Saltitando entre os obstáculos
Tremendo quando fazia frio
Para onde vais? Perguntei
E outra vez não obtive resposta
Mas segurastes minhas mãos
E calaste minhas perguntas
Com um beijo
Mas enfim chegamos
A um caminho
Onde apenas um podia seguir
E tu serenamente disseste:
Até logo...
E agora
Por fio
Num devaneio
Te vejo caminhando
Cavaleiro andante
Sem espada
Sem armadura
Apenas com sonhos atados... dourados
E não és tu que vais embora
Sou eu que não te encontro
Tu vais além
Mas nos meus sonhos
Ainda me encontro
Mergulhada em teus olhos caçadores...
Pelo meu caminho
Num dia de sol
Num dia sem lua...
Perguntei: quem és?
Olhei nos teus olhos
E não houve resposta
Houve apenas tímido sorriso
Pus-me a seguir teus passos
Me arrastando...
Saltitando entre os obstáculos
Tremendo quando fazia frio
Para onde vais? Perguntei
E outra vez não obtive resposta
Mas segurastes minhas mãos
E calaste minhas perguntas
Com um beijo
Mas enfim chegamos
A um caminho
Onde apenas um podia seguir
E tu serenamente disseste:
Até logo...
E agora
Por fio
Num devaneio
Te vejo caminhando
Cavaleiro andante
Sem espada
Sem armadura
Apenas com sonhos atados... dourados
E não és tu que vais embora
Sou eu que não te encontro
Tu vais além
Mas nos meus sonhos
Ainda me encontro
Mergulhada em teus olhos caçadores...
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