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terça-feira, maio 19, 2009

MaRiNhEiRo

Agora eu sinto a brisa da chuva que cai lá fora...
Sinto o som do silêncio... que não demora
Sinto as batidas lentas no meu próprio peito
Sinto o amanhã que vem... sempre vem!
contemplo as ondas e ao longe um veleiro

Agora eu lembro da sereia Yara nas pedras
E como era bonito seu canto!
Vejo o marinheiro que ela encanta
E ele tenta ir até ela
...mas ela foge!

Agora eu vejo a yara sozinha nas pedras
Ela contempla o horizonte
Talvez espere o seu marinheiro...
E seu canto tem um motivo
Tem amor... tem saudade

Agora eu olho para mim mesma
E sinto o gosto da saudade... da vontade
ardendo no peito
E tento não olhar para o horizonte
Pois descobri sozinha
Que os marinheiros nunca... nunca voltam!

sábado, maio 16, 2009

Cinza


Abro a porta... saio de casa sem pressa
sinto os pingos d’água que caem sobre mim
tudo parece pesado
tudo parece tão cinza...
eu queria que aparecesse um anjo agora na minha vida
eu queria que alguém tirasse esse peso do meu peito
nenhum abrigo me protege
a solidão consome tudo em mim
eu quero abrir o meu coração
quero fazer tudo o que sonho em fazer
como posso ser tão prisioneira?
como posso ser prisioneira de mim mesma?
não lembro do dia que construi esse cativeiro
não lembro em que momento eu fiz tudo isso
e deixei essa janela
e fico aqui a contemplar meus desejos que caminham pelo lado de fora...
vejo o mundo cinza

queria pintar ele pra ti e te entregar colorido

segunda-feira, maio 04, 2009

Pérolas

Um dia eu me vi nos teus olhos
um sussurro do tempo feliz em meu ouvido
um dia teus braços foram um templo
que eu docemente cultuava
um dia teu sorriso foi meu
como uma jóia que tu me davas
um dia tua mão segurou tão forte a minha
que eu não pensei soltá-la
Agora... frios estão teus olhos
em velhas fotografias
o teu perfume sensível
em meus pensamentos
me leva a salas vazias
o tempo passa...
e lembranças são como pérolas...
podem fazer do coração humano
uma ostra...
pérolas podem permanecer no coração
com sua eterna beleza
escondidas por toda uma vida
sem que jamais
alguém venha resgata-las