Páginas

sábado, novembro 18, 2006

Poemas de todas as horas

Poema de todas as horas


Duas horas da manhã
Não há ninguém na rua
Apenas a solidão caminha em passos curtos
Completamente cabisbaixa

Seis horas da manhã
O dia insiste em nascer
E sob o sol uma esperança
E as gotas de orvalho da madrugada se desfazem...

Meio dia
O mundo anda frenético
Ninguém se olha nos olhos
Todos procuram um abrigo
Onde possam brilhar mais que o sol

Cinco da tarde
Um casal de namorados sobre a cama
Repousam os corpos um sobre o outro
Beijam... beijam
Entre promessas de nunca dizer adeus


As dez da noite
O mundo se desfaz
Os meninos sonham em paz
As andorinhas quietam-se nos fios de luz
O calor dá lugar ao frio
Algumas estrelas brilham
E mais uma vez aparece a solidão

Nenhum comentário: